Deixar ir...
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Pensei em escrever-te, mas sei que o mais provável seria ser lida também por mais alguém... E também não queria que soubesses em tempo real tudo aquilo que estou a sentir...
A minha ideia para este blog (que está privado, e só eu é que tenho acesso) é um dia mais tarde partilhar contigo, para que saibas o que senti e para que entendas as minhas atitudes, os meus silêncios, ... como eu também gostava de conseguir entender-te a ti. Mas tu não te revelas assim :)
Desde os últimos dias que estamos estranhos... Insistes que eu te vou deixar. Não sei porque ultimamente falas tanto nisso, já cheguei a pensar que talvez a Sandra esteja mesmo grávida e tu já saibas mas estejas a adiar que eu saiba também...
Seja por que motivo for, no fundo talvez tenhas mesmo razão... O que há-de acabar por acontecer, provavelmente, será eu deixar-te... E não penses que digo isto com algum tipo de "orgulho" parvo por ser eu a fazê-lo, no fundo não há nada para me orgulhar, porque acaba por nem ser bem uma escolha minha mas sim uma consequência das tuas opções. Não tenho outra hipótese.
Custa-me pensar que ao fim de praticamente um ano, com tudo o que passámos, tudo o que fui suportando, tudo o que ultrapassámos e sempre continuamos juntos... custa-me que o final seja este! Todo o esforço que sempre fiz por compreender, por aceitar a situação, por continuar para a frente na esperança de dias melhores, foi afinal em vão porque esses dias nunca vão chegar... Será que sempre soubeste? E eu é que não vi? Desde sempre algumas pessoas me disseram "ele nunca vai deixar a mulher", e eu não percebia porque teriam tanta certeza sem saberem de nada. Mas pelos vistos - deve ser do conhecimento geral, os desfechos acabam por ser mais ou menos os mesmos nestas histórias, independentemente das personagens envolvidas...
Mas a verdade é que acreditei. Acreditei em nós e naquilo que tínhamos (temos?) e que poderia ser maior e mais importante que as condicionantes que nos limitavam... Procurei soluções para todos os problemas que levantaste, explorei alternativas, dei várias opções... Mas afinal isso também era irrelevante, porque talvez estivesses mesmo só a dizer-me entre-linhas que isso não iria acontecer. As minhas soluções eram inúteis e idiotas, porque tu nunca as consideraste sequer como uma hipótese...
Não sei se reparas que já não te envio mil mensagens durante os teus silêncios... Já não arrisco ligar-te várias vezes, mesmo sabendo que possa ser ela a atender... Já não estou sempre (bem, quase) colada ao chat do facebook à espera de ver-te ficar online... Estou a tentar seguir a minha vida, estou a tentar desligar-me de ti e não pensar nos sentimentos que nos unem... Não tenho tido muito sucesso, mas de dia para dia acho que vou conseguindo progressos, já consigo resistir ao impulso de te mandar mensagem, mas ainda continuo a pensar fazê-lo, tenho de me obrigar a não ceder... Pode ser que daqui a uns dias já não tenha esse impulso e seja mais fácil.
Agora só queria dizer-te que te amo, apesar de todos os pesares, e mesmo sabendo que esta situação é tóxica na minha vida... Gostava tanto que fosse tudo diferente!
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